Ankita Kumari / Preeti Mishra / Vineeta Nikhil
Os materiais dentários, utilizados para restaurar a forma, a função e a integridade dos dentes, incluem materiais preventivos, restauradores e auxiliares. Os materiais preventivos protegem contra as cáries, como os vernizes fluoretados, enquanto os materiais de restauração reparam ou substituem os dentes danificados, como os compósitos e as cerâmicas. Os materiais auxiliares ajudam no fabrico de dispositivos dentários, mas não se tornam parte do produto final, como os materiais de moldagem. Historicamente, as restaurações dentárias envolviam materiais como cortiça, marfim e folhas de metal. Ao longo do tempo, os materiais evoluíram, passando da amálgama de ouro e prata para opções com a cor dos dentes, como os compósitos e as cerâmicas. Apesar do seu desenvolvimento, os materiais tradicionais tinham limitações, como propriedades mecânicas fracas e baixa compatibilidade biológica. A introdução de materiais inteligentes nos anos 80 revolucionou a medicina dentária. Estes materiais respondem a estímulos ambientais como o stress, a temperatura ou o pH, tornando-os altamente adaptáveis. Os materiais inteligentes podem ser bioinertes, bioactivos ou bio-responsivos, sendo que estes últimos reagem a alterações no ambiente. Os exemplos incluem compósitos sensíveis ao pH, ligas com memória de forma, materiais termocrómicos e materiais piezoeléctricos.